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| A do meio é Romy Marley Croft, cantora e guitarrista do XX |
Em 27 de dezembro de 2009, publiquei um texto sobre o The XX (http://bit.ly/1dj6xwY). Quase três anos depois, lançaram o segundo. Outro nome econômico: Coexist. A recepção não foi tão calorosa. A razão mais evidente é a de que não apresentavam nada de novo; parecia continuação do outro. Tanto tempo depois? A maioria das pessoas, esperava algo diferente e mais surpreendente. Pensando bem, algo no título explica a mesmice: “coexistir”. O segundo coexiste com o primeiro, que era apenas um xis, uma incógnita que se revelou brilhante.
Ao ouvir Reunion, a quinta música do CD, acho que posso ter encontrado o que significa “XX”. É um mínimo suficiente para que alguns sons se tornem música. Logo me vem à cabeça a estrutura da música minimalista de Steve Reich e de Philip Glass, de Reich, principalmente, ou talvez, de Terry Riley também. São notas que se repetem e vão sofrendo sutis variações. A letra de Reunion confirma esse procedimento em várias repetições: “We go over and over/ and over and over again / […]/ And starrt believing in forever and ever/ And ever and ever again// Reunion/ Reunion/ Reunion? Reunion// Never not ever/ Never not ever/ Never not ever again/ […]/ It wont’t let me see them/ Never not ever/ Never not ever again// Did I/ See you/ See me/ In a new light// Did I/ See You/ See me/ Never not ever/ Never not ever/ Never not ever again.”
Ouça Reunion.
O som de The XX não seria nada não fosse a voz de Romy e sua guitarra. A voz masculina de Sim é o complemento: o agudo dela e o grave dele, tudo muito controlado, sem direitos a arroubos vocalísticos. O baixo elétrico marca com notas, por vezes, de frequência tão baixa, que fazem vibrar as caixas acústicas. Os sons eletrônicos complementam e realçam os climas melancólicos, meio viajantes da bela e econômica guitarra de Romy. Em Reunion, aos instrumentos de sempre é acrescentado o steel drum. Alguém sabe o que é? A primeira vez em que ouvi alguém tocando, foi em uma apresentação do cantor e compositor Taj Mahal, na década de 1980. Parece uma grande bacia de lata, em que a parte de cima é em formato côncavo. É um instrumento de percussão surgido na América Central e muito usado no calipso. Se você quiser saber como funciona, dê uma busca na internet.
Com o tanto de bandas diferentes, é possível que muitos não conheçam a banda inglesa. Mas, com a exibição da minissérie Amores Roubados, agora no início de janeiro, pela rede Globo, houve uma explosão de vendas de duas músicas do XX na loja da iTunes: Intro, do primeiro álbum, e Angels, música que abre o mais recente. De hoje em dia, ao se ouvir qualquer música, se desconhecida, basta recorrer-se ao SounHound, aplicativo grátis disponível para os telefones celulares. Em poucos segundos, ele dá o nome da música.
Ouça Intro.
Veja The XX cantando Angels.
Outra composição presente em trilhas é Together, em O Grande Gatsby. Ouça.
Entre no site oficial de The XX: http://thexx.info

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