terça-feira, 28 de maio de 2013

Stéphane Kerecki e John Taylor. Ou, o gosto que leva ao outro

Kerecki e o pianista John Taylor
Antes de mais nada, não confunda o John Taylor pianista com o John Taylor baixista do Duran Duran. O primeiro não é um galã como o segundo e nem um pop star. Nasceu na Inglaterra também, mas preferiu ir pelos caminhos do jazz. Tocou com a nata musical britânica: Alan Skidmore, John Surman e Kenny Wheeler, este, canadense de nascimento, radicado desde 1952.

John não é de aparecer muito. Fez parte do Azimuth, com Wheeler e a cantora Norma Winstone. Tocando em discos de John Surman, pela beleza de seu piano, passei a prestar atenção em gravações que participa, como muitos de Kenny Wheeler, Surman e Marilyn Mazur.

Descobri um disco de John Taylor com Stéphane Kerecki chamado Patience. Piano e contrabaixo é sempre uma boa combinação. Devo ter todos os que Charlie Haden gravou com Keith Jarrett (sobre o álbum Jasmine: http://bit.ly/Qs0QEe), Hampton Hawes, Chris Anderson, Hank Jones, Kenny Barron e Denny Zeitlin (sobre os duos de Haden: http://bit.ly/UcDyS0).

As composições de Patience são de Kerecki, à exceção de Jade Vision, do grande Scott LaFaro, baixista de Bill Evans no curto período de fins da década de 1950 e início da próxima, morto em um acidente automobilístico em 6 de julho de 1961, com 25 anos.

O álbum segue a estrutura de uma suíte, com prólogo (a primeira), interlúdio (a sexta) e epílogo (a 12ª e última).

São, na maioria, temas bem melódicos. Além da música título, outra, muito boa, é Gary, com um piano especial de Taylor. Apesar de uma música se chamar Kung Fu – muito estranho em um disco desse teor – e uma outra, Bad Drummer, no geral, são títulos meio abstratos, impressionistas, como é o clima geral deste álbum.

Veja Taylor e Kerecki no Duc des Lombards interpretando Patience.


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