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| Pat Metheny e Toninho Horta (ac Museu Clube da Esquina) |
O rapaz era tão bom que lhe foi dado a chance de gravar um disco sob seu nome. Bright Size Life (ECM 1975) é um clássico. É excepcional em vários sentidos. Primeiro, pela qualidade dos músicos. A guitarra de Metheny é única e o baixista, bem, nem é preciso falar. Jaco Pastorius é outro que “reinventou” o som do baixo elétrico. Os dois gravaram juntos pela primeira vez acompanhando o pianista Paul Bley em disco lançado em 1974 pela Improvising Artists. A partir daí, foi só céu de brigadeiro. Ao sabor dos ventos, em cada disco lançado experimenta viajar por caminhos diferentes.
Ouça Bright Size Life na íntegra. Obra de arte.
Sendo o primeiro solo e tão bom, ficou a pergunta se conseguiria realizar outros com a mesma qualidade ou melhores. Quase chegou lá com Watercolors (1977). Diferentemente do anterior, solar, este é melancólico. É também o início de uma parceria profícua com o tecladista Lyle Mays. Nesse tempo em que ficou contratado pela ECM gravou um disco solo, só nos violões, guitarras e baixo (New Chatauqua, 1979), um duo com Mays e participação especial de Naná Vasconcelos (As Falls Wichita, So Falls Wichita Falls), outros como o Pat Metheny Group (1978), Offramp (1981), Travels (1983), First Circle (1984) e American Garage (1979). Este vendeu bastante e é o disco mais “roqueiro” de Pat.
Ouça As Falls Wichita, So Falls Wichita Falls, com Pat Metheny nas guitarras e baixo, e Lyle Mays nos teclados. É muito bom!
Além desses, gravou um duplo excepcional – 80/81 –, com Michael Brecker, Dewey Redman, Charlie Haden e Jack DeJohnette, e Rejoicing (1984), com Haden e Billy Higgins. Já na nova gravadora, a Geffen Records, com Haden, Ornette Coleman, Jack DeJohnette e Denardo Coleman, lançou o excepcional Song X. Naturalmente, as composições são do saxofonista, sendo quatro das oito em parceria com Pat. Atualmente, grava pela Nonesuch.
Muito ativo, Pat gravou muitos álbuns em que não é o líder sozinho. É uma constelação de nomes da primeira linha do jazz: Joshua Redman, Sonny Rollins, Michael Brecker, Charlie Haden, John Scofield, Jim Hall, Michael Brecker, Anthony Braxton, Herbie Hancock, Dave Holland, Dave Liebman e Brad Mehldau, dentre outros. Seu amor especial pelo brasileiro está impresso em gravações com Toninho Horta, Milton Nascimento, Ricardo Silveira, Túlio Mourão e Leila Pinheiro.
Ouça Prato Feito, de Toninho Horta e Ronaldo Bastos, com a participação de Metheny.

O estilo dos dois é muito parecido talvez porque dividiram o mesmo quarto em Boston, quando estudaram na Berkeley...
ResponderExcluirPat Metheny rubro negro foi uma ótima notícia. Valeu!
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