![]() |
| Stacey Kent e Jim Tomlinson fazem uma bela parceria |
Não. Não é uma descrição do show de Stacey Kent ocorrido em 28/11 no teatro agora chamado Renault e, antes, Abril, e, bem antigamente, Paramount. Era onde aconteciam as apresentações de Roberto Carlos, Elis Regina e Jair Rodrigues e os festivais de música da TV Record. Se Stacey pode ser usada como comparativo, o nível continua bom, porque Stacey é o máximo.
O primeiro parágrafo se refere ao show de Madonna que aconteceu neste domingo, no Rio de Janeiro. Suas apresentações em São Paulo acontecem hoje e amanhã no estádio do Morumbi. O ingresso na pista custa R$ 360. No show de Stacey, o ingresso mais caro custou R$ 400 mais 80 de taxa de conveniência. A “conveniência” é você chegar com o seu cartão de crédito Mastercard e entrar por uma fila separada. Bom, se o ingresso é numerado, isso significa que pegar a fila mais curta custa 80 reais. Mesmo assim, prefiro Kent à Madonna. Questão de gosto.
A produção do show de Kent deve ter custado um milionésimo da de Madonna. É para ficar revoltado, não? Stacey trouxe o marido, seu arranjador e saxofonista. Só. Quem os acompanhou foi o trio Corrente, os brasileiros Fabio Torres (piano), Paulo Paulelli (baixo elétrico e contrabaixo acústico), e Edu Ribeiro (bateria). Contando-se passagem e hospedagem dos dois, deve ter ficado mais barato que a filha de Madonna, que a acompanha, normalmente, nas viagens. O resto, como sói ser no capitalismo brasileiro, a ideia marxista da “mais valia” é selvagem: quanto maior o lucro, melhor.
Deixando de lado a extorsão – só porque o Brasil de Lula e Dilma está rico –, o show foi ótimo. Mas, para quem viu o dela na Sala São Paulo ano passado, este foi muito parecido. Até a música de abertura – It Might As Well Be Spring – foi a mesma. Não lembro se, como desta vez, sentou-se no banquinho, com o violão, e cantou dois standards da bossa nova. A primeira foi Chega de Saudade, em português, e a segunda, Vivo Sonhando (Dreamer), em inglês. Acho que deve ser porque, apesar de Stacey estar cada vez melhor no português, não é muito fácil cantar “vivo sonhando sonhando mil horas sem fim”. A repetição de “sonhando” não é muito fácil para os americanos.
Devido ao brilho de Kent, há uma tendência em não se considerar Jim Tomlinson, o marido. É um bom saxofonista. No tenor lembra Stan Getz. A sonoridade é menos de “lata” do que a de Getz, mas no fraseado lembra bem. Algumas composições que Kent canta são de Tomlinson e de parceiros estrelados, como António Ladeira e o premiado Kazuo Ishiguro. São amigos. As “aproximações” não são tão casuais. São do meio dela, já que foi para a Inglaterra cursar mestrado em literatura comparada. Sobre Tomlinson, leia http://bit.ly/JdmiJh.
Depois, não sei se logo depois, cantou um original de Jim Tomlinson, seu marido, e o português António Ladeira, poeta, amigo e professor de nossa língua dos dois. Chama-se Comboio. Se não me falha a memória, tinha cantado na Sala São Paulo. Interpretou também Águas de Marco em sua versão francesa, de Georges Moustaki, Les eaux de mars, They Say It’s Wonderful e Samba Saravah (Samba da Benção). Tudo repetido. Ainda bem que ouvir Stacey Kent é um enorme prazer. Fechou, no bis, com Carinhoso, com a plateia cantando junto, e Jardin d’hiver, bela canção do CD Raconte-moi… A única inédita foi Mood Indigo, standard de Duke Ellington.
Uma explicação: postei no Facebook e no Twitter, na vez passada, sobre o show da Sala São Paulo. Algumas pessoas nem devem ter notado, mas não foi malandragem. É que tive um problema no “divshare” e não consegui disponibilizar algumas canções de Orlando Silva no texto em que faço algumas considerações sobre algumas semelhanças entre ele e Billie Holiday. Por uma questão de “timing” (odeio essa palavra, mas não achei uma melhor), publico hoje sobre Stacey Kent. A de Orlando Silva fica para quinta-feira. Tá no capricho. Tem seis clássicos que podem ser “copiados” para a sua discoteca de mp3.
Depois, não sei se logo depois, cantou um original de Jim Tomlinson, seu marido, e o português António Ladeira, poeta, amigo e professor de nossa língua dos dois. Chama-se Comboio. Se não me falha a memória, tinha cantado na Sala São Paulo. Interpretou também Águas de Marco em sua versão francesa, de Georges Moustaki, Les eaux de mars, They Say It’s Wonderful e Samba Saravah (Samba da Benção). Tudo repetido. Ainda bem que ouvir Stacey Kent é um enorme prazer. Fechou, no bis, com Carinhoso, com a plateia cantando junto, e Jardin d’hiver, bela canção do CD Raconte-moi… A única inédita foi Mood Indigo, standard de Duke Ellington.
Uma explicação: postei no Facebook e no Twitter, na vez passada, sobre o show da Sala São Paulo. Algumas pessoas nem devem ter notado, mas não foi malandragem. É que tive um problema no “divshare” e não consegui disponibilizar algumas canções de Orlando Silva no texto em que faço algumas considerações sobre algumas semelhanças entre ele e Billie Holiday. Por uma questão de “timing” (odeio essa palavra, mas não achei uma melhor), publico hoje sobre Stacey Kent. A de Orlando Silva fica para quinta-feira. Tá no capricho. Tem seis clássicos que podem ser “copiados” para a sua discoteca de mp3.
Veja e ouça Les eaux de mars.
Samba Saravah. Alguém se lembra de Pierre Barouh cantando essa música em Um Homem e Uma Mulher, de Claude Lelouch?
Comboio (Jim Tomlinson/António Ladeira). É só um trecho.

Nenhum comentário:
Postar um comentário