Em The Absence, com lançamento marcado para hoje, 29 de maio, Melody, apesar do título – “ausência” – parece mais feliz e anda flertando bem com a música brasileira; tem até música chamada Iemenjá. Tem batucada, violões que lembram nossos conjuntos de choro. Há uma música cantada em português (sotaque brasileiro), e outra, que se chama Lisboa. Com tantos elementos da nossa terra e da terrinha, não é mera coincidência que a produção seja de Heitor Pereira. Para quem está estranhando o nome, lembre-se de Simplesmente Complicado e Melhor Impossível. Não, ele não contracena com Alec Baldwin nem com Jack Nicholson; é autor da trilha sonora dos dois filmes. Heitor tornou-se músico requisitado pelos lados de Hollywood. Outro refresco: com o nome cunhado como Heitor TP, foi guitarrista da banda de Mick Hucknal, o Simply Red, por boas temporadas.
Gardot apresentou-se em 2010, em Portugal, na turnê de lançamento de You’re My Only Thrill. Ficou encantada com Lisboa. Pelas notas de pré-lançamento, o CD foi inspirado pelas ruas de Lisboa, praias do Brasil, paisagens do Marrocos e Buenos Aires.
É um disco mais alegre que triste, Gardot fez um disco mais “pra cima”. Confesso minha predileção pelas canções sofridas de Melody. Prefiro-a triste a alegre: o sofrimento sempre foi melhor inspiração para uma infinidade de intérpretes. Mais que português, é um álbum com espírito brasileiro, responsabilidade, imagino, do produtor brasileiro.
Mesmo sendo “pra cima”, o lado sombrio está sempre presente; faz parte dela. Quando predomina a dor, Melody é soberana. É o caso de So We Meet Again My Heartache. Por enquanto, é a minha preferida. Ouça.
Impossible Love é um meio tango; If I Tell You I Love começa lembrando um fado; Goodbye inclina-se para o tango, com direito a um belo Hammond, um piano e um trumpete com surdina meio à antiga. My Heart Won’t Have It Any Other é outro destaque, com violões bem brasileiros, uma orquestração cheia de matizes, com uma bela colcha de cordas e notas esparsas de sopros. Iemenjá, que fecha o disco é meio-brasileira, meio-latina, meio-mambo, meio-Novos Baianos. Gardot solta um “É na Bahia, Iemenjá”. Para os de cá cheira à apelação. Mas, tá perdoada.
Ouça Goodbye.
Melody Gardot antecipa o CD no programa de Jools Holland cantando Mira, a primeira do CD.
Mesmo sendo “pra cima”, o lado sombrio está sempre presente; faz parte dela. Quando predomina a dor, Melody é soberana. É o caso de So We Meet Again My Heartache. Por enquanto, é a minha preferida. Ouça.
Impossible Love é um meio tango; If I Tell You I Love começa lembrando um fado; Goodbye inclina-se para o tango, com direito a um belo Hammond, um piano e um trumpete com surdina meio à antiga. My Heart Won’t Have It Any Other é outro destaque, com violões bem brasileiros, uma orquestração cheia de matizes, com uma bela colcha de cordas e notas esparsas de sopros. Iemenjá, que fecha o disco é meio-brasileira, meio-latina, meio-mambo, meio-Novos Baianos. Gardot solta um “É na Bahia, Iemenjá”. Para os de cá cheira à apelação. Mas, tá perdoada.
Ouça Goodbye.
Melody Gardot antecipa o CD no programa de Jools Holland cantando Mira, a primeira do CD.

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