quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

As últimas interpretações de Here’s to Life ouvidas antes do fim de 2011

Capa do CD-tributo a Shirley Horn, de Montcalm
Por alguma coincidência, ouvi nas últimas semanas, três interpretações de uma daquelas canções que está na minha lista das 50 preferidas de todos os tempos. Cinquenta, explico, porque não conseguiria nunca fazer uma seleção com apenas dez.

Here’s to Life é a primeira faixa do disco com o mesmo nome, de Shirley Horn, lançado em 1992, pelo selo Verve. Inicialmente, imaginei ter sido composta por Johnny Mandel, mais em razão desse disco ter sido produzido e arranjado por ele. Engano: foi composta por Artie Butler e a letra é de Phyllis Molinary.

Pelo jeito, apesar de ter sido gravada por Nancy Wilson, Joe Williams, Eartha Kitt e Barbra Streisand, coube a Shirley Horn “descobri-la” ou, pelo menos, torná-la conhecida. Sua interpretação é primorosa e o arranjo de cordas de Mandel é magnífico. Ele é um mestre e é compositor de primeira. Quem não se delicia com Suicide Is Painless, tema de M*A*S*H, clássico satírico de Robert Altman, ou com The Shadow of Yor Smile, Close Enough for Life, Emily e A Time for Love? Mandel é gênio nos andamentos lentos. Bem que Here’s to Life poderia ser de sua autoria: está à altura de suas composições.

Here’s to Life nasceu clássica na interpretação de Shirley Horn. Mesmo assim, é sempre um prazer escutá-la com outros. As três que ouvi recentemente são a do italiano Stefano Bollani, da polonesa Aga Zaryan e da canadense Térez Montcalm.


A de Térez Montcalm. Térez tem uma voz, realmente, diferente.



A de Stefano Bollani está no álbum Ma l’amore no.



A de Aga Zaryan.



É claro que não poderia faltar a de Shirley Horn e Johnny Mandel. É ouro puro.

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