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Clapton jovem |
Mr. Slowhand, como o ator Jack Nicholson, foi criado pelo marido e avó, imaginando-os sendo seus pais, quando, na verdade, era filho da irmã mais velha, que o teve quando tinha 16 anos.
Com 18 anos, estava tocando com o lendário Yardbirds, por onde, logo depois, passariam dois outros guitarristas que se tornariam lendários: Jeff Beck e Jimmy Page. Logo depois, foi tocar na banda John Mayall and The Heartbreakers. Alcançou sucesso meteoricamente. Juntou-se ao baixista e cantor Jack Bruce e ao baterista Ginger Baker e formaram o grande “power trio” de todos os tempos, o Cream. Era ego demais por centímetro quadrado. Durou pouco.
Os jovens pichavam nos muros: “Clapton is God”. Mas outro “deus” despontava no cenário inglês: um negro americano chamado Jimi Hendrix “perdido” na metrópole. Dizem que (não li a autobiografia recém-lançada de Clapton) a morte precoce de Hendrix o abalou profundamente.
Até hoje, Clapton canta músicas que compôs na época do Cream. São hits antiquíssimos, coisa de mais de quarenta anos. Parte da plateia do Estádio do Morumbi nem tinha nascido. Isso parece ser um fenômeno mais recente: muitos astros não sobreviveram – caso de Elvis Presley, por exemplo, aos seus sucessos. Hoje, astros sessentões – ou quase setentões – ainda pulam como macacos nos palcos e despertam o interesse de uma juventude de vinte e poucos anos. É muito interessante ver um adolescente cantando animadamente, e de cor, uma canção que tem mais que o dobro de sua idade, como no caso dos shows de Paul McCartney.
Outro astro que, em outros tempos, seria chamado de “dinossauro do rock” – ninguém, hoje, ousaria classificar Mick Jagger assim – desembarcou no mês passado: Ringo Starr. A impressão é que o baterista é mais “respeitado” agora do que quando era componente dos Beatles. “Chegou” depois, substituindo Pete Best. É um peso. Por muitos era considerado quase um apêndice; próximo das personalidades fortes e presentes da dupla compositora Lennon & McCartney (assim assinavam apesar de a maioria das músicas ser de apenas de um deles, com “a little help” do outro), George Harrison, guitarrista tímido e habilidoso e “segundo” compositor do quarteto, “sobrou” pouco para Ringo. Compôs algumas canções: Don’t Pass by Me e Octopus’s Garden. Agora, era um cara engraçado. Lembro de uma entrevista com os Beatles para alguma estação britânica em que se ouve a voz de John Lennon, de Paul, de George (menos) e nada da fala de Ringo. O locutor diz: “Ringo, diga alguma coisa.” Ele: “au!, au!, au!”
Sem aviso, acho que até para ele, e bem mais tarde, começaram a dizer: “Não, Ringo era um bom baterista”, “a bateria de Ringo era essencial para a qualidade da música dos Beatles” e, por aí vai. Sua personalidade um tanto histriônica, de certo modo, o deixou em evidência, depois do fim dos Beatles (é autor de, praticamente, um sucesso solo: It Don’t Come Easy), meio como uma celebridade, e nem tanto como músico. Quem “resolveu” colocá-lo no céu foram os membros da banda britânica Oasis, a ponto de o filho de Ringo, Zak Starkey ter-se tornado membro como baterista.
Pois, não é que lembraram dele para se apresentar no Brasil? A preços exorbitantes. Não conheço ninguém que foi vê-lo. Bem, não deixa de haver alguma magia em assistir a uma apresentação de Ringo Starr, imagino
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| Harrison e Clapton nos backing vocals na “ONU”, em Water |
Só o amigo Rui Moreira Leite para achar um elo entre as apresentações tão próximas de Eric Clapton e Ringo Starr. Rui foi “buscá-lo” em um filme, que nem deve ter sido exibido no Brasil, chamado Water. Não assisti, portanto não posso dizer muita coisa dele. Pelo que li na internet, faz aquele gênero “comédia maluca” e foi dirigido por Dick Clement e estrelado por Michael Caine e Valerie Perrine. Water é uma produção da HandMade Films – mais um “elo” –, de George Harrison.
O Rui, que viu o filme (tem no YouTube, dividido em sete partes), disse que tem uma cena impagável satirizando a ex-primeira-ministra Margareth Thatcher. Todo esse papo furado serve para mostrar os dois juntos – Ringo e Clapton –, além de George Harrison, tocando juntos na banda de apoio de uma dupla de “revolucionários” (imagino) “cantando” na sede da ONU para uma plateia de representantes mundiais.
Assista ao vídeo:
O Rui, que viu o filme (tem no YouTube, dividido em sete partes), disse que tem uma cena impagável satirizando a ex-primeira-ministra Margareth Thatcher. Todo esse papo furado serve para mostrar os dois juntos – Ringo e Clapton –, além de George Harrison, tocando juntos na banda de apoio de uma dupla de “revolucionários” (imagino) “cantando” na sede da ONU para uma plateia de representantes mundiais.
Assista ao vídeo:


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