quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O jazz ama Debbie Harry

Harry, pouco mais velha
Para quem não sabe ou não se lembra, Debbie Harry era a voz de Blondie. A loura platinada – oxigendada? – era a banda, se pudermos dizer isso. Antes de brilhar nos palcos, desnudou-lhe o belo corpo e beleza na revista de Hugh Heffner. Com a Blondie emplacou alguns sucesssos infalíveis. Quem frequentou casas noturnas em fins dos anos 1970 e parte dos anos 80 deve se lembra de Heart of Glass, Union City Blue e Call Me, que se tornou conhecidíssima por ser tema do filme American Gigolo, que tornou Richard Gere estrela hollywoodiana.

O Blondie se apresentava com frequência no lendário Studio 54. Com o fim temporário da banda – de hoje em dia todo mundo volta, faz algumas apresentações e, depois, tornam a se desfazer – Debbie levou em frente a carreira de atriz, na TV e no cimema, como em Hairspray, de John Waters, e em New York Stories, e, mais recentemente, interpretou a mãe de Ann (Sarah Polley) no belíssimo filme Minha Vida Sem Mim (My Life Without Me, 2003), dirigido pela espanhola Isabel Coixet.

Tudo, depois que acontece, se torna possível. É como inventar a roda. Antes de sua existência, seria difícil imaginar que alguém a pudesse numa coisa como essa. Depois de inventada, todo mundo pensa: “que coisa mais banal. Por que, antes nunca alguém tinha pensado?” Na música, é assim também. Por que ninguém tinha pensado que a bela River Man, do inglês Nick Drake, pudesse virar um belo tema de jazz? Bem, antes do pianista Brad Mehldau fazê-lo, talvez ninguém tivesse pensado nela . Na esteira, veio uma bela interpretação do cantor de voz de barítono, Andy Bey.

O Bad Plus em ação
Bad Plus. Estranho e belo nome para uma banda, não? Pois são tão pouco ortodoxos, que adoram transformar temas da música pop (Blondie, Nirvana, Roger Waters, Yes, David Bowie, Tears for Fears, Queen, e outros de quem não me lembrarei agora) em jazz. Se são tão modernos e contemporâneos adoram uma guitarra estridente ou um Fender Rhodes. Errado. Formam um “caretíssimo” trio de jazz de três caras de Mineápolis, Minnesota: o pianista Ethan Iverson, o baixista Reid Anderson, e o baterista David King. Gravaram pelo selo Columbia e, atualmente, têm seus discos lançados pela Heads Up. Vale a pena conhecê-los.


O vídeo de Heart of Glass com o Blondie.




Ouça Heart of Glass com The Bad Plus.

Nenhum comentário:

Postar um comentário