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| O “brasileiro” Bollani |
Stefano Bollani queria ser cantor. Moleque ainda, gravou uma fita cassete (para quem não sabe o que é isso, imagine que é uma fita magnética em que se gravava, como nos CDs de hoje) e enviou-a ao seu ídolo Renato Carosone. Recebeu como resposta um aconselhamento: que ouvisse bastante blues e jazz. Foi o que fez. O próximo passo importante para a futura carreira de pianista – cantor, bem ocasionalmente – foi ter conhecido Enrico Rava. O trumpetista convidou-o para acompanhá-lo em uma apresentação em Paris. Disse-lhe: “Você é jovem e não tem família. Assuma o risco, desista do pop e abrace a música que você ama.” Jazz; que fique subentendido que era esse o gênero. Explicação suplementar: quando criança, o gosto de Bolani era pela música popular, e, como é natural, ampliou-se.
Falando de Amor, disco de 2003, de Stefano Bollani, é dedicado a Tom Jobim. O compositor de Garota de Ipanema é tão internacional que podemos dizer que o primeiro disco verdadeiramente brasileiro do italiano é Carioca, de 2008. Basta observar a lista das canções gravadas: Luz Negra, Ao Romper da Aurora, Choro Sim, Valsa Brasileira, A Voz do Morro, Hora da Razão, Segura Ele, Doce de Coco, Folhas Secas – não vou citar tudo –, Samba e Amor, Tico-Tico no Fubá, Caprichos do Destino, Trem das Onze. É uma bela amostragem: vai de samba, de choro, de Chico Buarque, Nelson Cavaquinho, Zequinha de Abreu, de Monica Salmaso e Zé Renato em participações vocais, do divino violão de Marco Pereira, e da percussão de Marçalzinho. Carioca é, essencialmente, brasileiro.
E, não para por aí. No CD Stone in the Water, pela ECM, em 2009, temos Dom de Iludir e Brigas Nunca Mais. Para completar, Bollani gravou um emocionante Retrato em Branco e Preto no álbum que divide com seu mentor, o trumpetista Enrico Rava, em Third Man (sobre esse assunto, leia: http://bit.ly/orcz9X).
Tico-Tico no Fubá foi gravada por Charlie Parker, mas alguém imaginaria que um “estrangeiro” fosse gravar A Voz do Morro, de Zé Keti? Incomum, não? Mais ainda, alguém gravar o clássico paulista Trem das Onze… e cantar, em português (e italiano na segunda parte). Curioso que não é a primeira vez que grava essa canção tão consagrada por Adoniran Barbosa e Demônios da Garoa. Em Småt Småt, de 2004, há uma excelente interpretação de Bollani de Trem das Onze (no título há um complemento: Figlio mio). É a que você vai ouvir.
Falando de Amor, disco de 2003, de Stefano Bollani, é dedicado a Tom Jobim. O compositor de Garota de Ipanema é tão internacional que podemos dizer que o primeiro disco verdadeiramente brasileiro do italiano é Carioca, de 2008. Basta observar a lista das canções gravadas: Luz Negra, Ao Romper da Aurora, Choro Sim, Valsa Brasileira, A Voz do Morro, Hora da Razão, Segura Ele, Doce de Coco, Folhas Secas – não vou citar tudo –, Samba e Amor, Tico-Tico no Fubá, Caprichos do Destino, Trem das Onze. É uma bela amostragem: vai de samba, de choro, de Chico Buarque, Nelson Cavaquinho, Zequinha de Abreu, de Monica Salmaso e Zé Renato em participações vocais, do divino violão de Marco Pereira, e da percussão de Marçalzinho. Carioca é, essencialmente, brasileiro.
E, não para por aí. No CD Stone in the Water, pela ECM, em 2009, temos Dom de Iludir e Brigas Nunca Mais. Para completar, Bollani gravou um emocionante Retrato em Branco e Preto no álbum que divide com seu mentor, o trumpetista Enrico Rava, em Third Man (sobre esse assunto, leia: http://bit.ly/orcz9X).
Tico-Tico no Fubá foi gravada por Charlie Parker, mas alguém imaginaria que um “estrangeiro” fosse gravar A Voz do Morro, de Zé Keti? Incomum, não? Mais ainda, alguém gravar o clássico paulista Trem das Onze… e cantar, em português (e italiano na segunda parte). Curioso que não é a primeira vez que grava essa canção tão consagrada por Adoniran Barbosa e Demônios da Garoa. Em Småt Småt, de 2004, há uma excelente interpretação de Bollani de Trem das Onze (no título há um complemento: Figlio mio). É a que você vai ouvir.

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