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| A cosmopolita Jacintha |
Num ponto entre Papua-Guiné e Bombay, mais exatamente em Singapura, nasceu, em 1957, Jacintha Abisheganaden, filha de pais de origem chinesa e do Sri Lanka. Jacintha (assina apenas com o primeiro nome) é contratada da Groove Note Records desde 1999. Sem ser excepcional, possui voz agradabilíssima. Sem querer ser maldoso, é uma daquelas cantoras que chamo de “roda-presa”: cantam “straight” e não ousam muito. Escaldado por comentários, até agressivos, por ter, uma vez, critiicado a brasileira Eliane Elias (é proibido criticar brasileiros; senti-me um sacrílego, um profanador de reputações) pelo fato de fazer parte desse rol. Não ousarei falar mal de Jacintha, até porque, se não gostasse dela, não teria três CDs dessa moça; assim como em relação a Elias: tenho sete discos dela. Não seria tão masoquista e idiota de ficar gastando meu dinheiro com coisa de que não gosto.
Um mérito de Jacintha é o de, apesar do repertório previsível, escolher bem o que cantar. E não é só isso: os músicos que a acompanham são do primeiro time (Larry Goldings, Anthony Wilson, Teddy Edwards, Joe LaBarbera, dentre outros). O pianista japonês Kei Akagi é sideman em vários discos e dá muito bem conta do recado. Em outro CD – Lush Life –, cabe ao pianista Bill Cunlife acompanhá-la. É responsável também pelos arranjos das cordas, aliás, belíssimos, que valorizam interpretações de clássicos como Boulevard of Broken Dreams, The Shadow of Your Smile, Black Coffee, Summertime, Lush Life, Smile, e September Song. Sem arroubos vocais e scats como os de grandes damas do jazz como Ella Fitzgerald ou Sarah Vaughan, propicia momentos intimistas e evocativos com uma voz que acaricia nossos ouvidos.
Devido ao estilo straight e pelo repertório, é considerada por alguns críticos como “easy listening”. Nas lojas há um setor separado com esse nome e é onde você encontra os discos de Frank Sinatra, Sammy Davis Jr, Matt Monro, Doris Day e uma infinidade de cantores e cantoras. Convenhamos, Jacintha não está em má companhia.
Um mérito de Jacintha é o de, apesar do repertório previsível, escolher bem o que cantar. E não é só isso: os músicos que a acompanham são do primeiro time (Larry Goldings, Anthony Wilson, Teddy Edwards, Joe LaBarbera, dentre outros). O pianista japonês Kei Akagi é sideman em vários discos e dá muito bem conta do recado. Em outro CD – Lush Life –, cabe ao pianista Bill Cunlife acompanhá-la. É responsável também pelos arranjos das cordas, aliás, belíssimos, que valorizam interpretações de clássicos como Boulevard of Broken Dreams, The Shadow of Your Smile, Black Coffee, Summertime, Lush Life, Smile, e September Song. Sem arroubos vocais e scats como os de grandes damas do jazz como Ella Fitzgerald ou Sarah Vaughan, propicia momentos intimistas e evocativos com uma voz que acaricia nossos ouvidos.
Devido ao estilo straight e pelo repertório, é considerada por alguns críticos como “easy listening”. Nas lojas há um setor separado com esse nome e é onde você encontra os discos de Frank Sinatra, Sammy Davis Jr, Matt Monro, Doris Day e uma infinidade de cantores e cantoras. Convenhamos, Jacintha não está em má companhia.
Para quem não a conhece, alguma coisa que está no Yutube.
Here’s to Life. Essa belíssima música tem em Shirley Horn como sua maior intérprete. A de Jacintha não fica muito atrás. A de Horn tem como arranjador orquestral o fabuloso Johnny Mandel.
Wave.
Midnight Sun. Adoro essa música de Johnny Mercer. Leia sobre ela em
http://bit.ly/pbDrTV), e http://bit.ly/pjaiGi
Here’s to Life. Essa belíssima música tem em Shirley Horn como sua maior intérprete. A de Jacintha não fica muito atrás. A de Horn tem como arranjador orquestral o fabuloso Johnny Mandel.
Wave.
Midnight Sun. Adoro essa música de Johnny Mercer. Leia sobre ela em
http://bit.ly/pbDrTV), e http://bit.ly/pjaiGi

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