Encerrado o evento de lançamento do CD
Harmonia e Vozes (Minas Records, 2010) e do livro
Toninho Horta - Harmonia Compartilhada, escrito por Maria Tereza R. Arruda Campos, na Livraria da Vila da rua Fradique Coutinho, SP, ambos foram jantar num restaurante das proximidades, o Pasquale. Lugar de comida sem muitas frescuras, italiana, naturalmente, tem de ótimos antepastos que podem ser pedidos em porções de 100 gramas, de contumazes frequentadores. Apesar de cheio, deram sorte, e sentaram-se numa mesa redonda, suficientemente grande para alojar os dois e mais umas doze pessoas.
Pediram uma rodada de cerveja para brindar o sucesso do evento. Toninho falava de suas viagens, da gravação que iria fazer em Nova York com o baixista Rufus Reid, do carinho que os japoneses tinham por ele. Mas a história mais curiosa foi a de uma certa espinha de peixe que lhe tirou uma noite de sono. Na última vez em que fora ao Oriente, passou por Bali, na Indonésia. O jantar aconteceu no fim de 2010, portanto, é possível que o relato peque por uma certa inexatidão.
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| Cape Horn foi lançado no Brasil e encontra-se esgotado |
Em Bali, foi muito bem recebido e um senhor de lá, riquissimo, o levou a um restaurante localizado na praia de Jimbaran, bem próximo ao resort da rede Four Seasons. Era um grupo grande de pessoas. Esse senhor pediu um mundareu de pratos de lagosta e frutos do mar, especialidade do lugar. Toninho, mineiro cosmopolita, nunca gostou de moluscos e congêneres, mas adora um peixe; e era o que estava comendo. A conversa rolava solta, animada, e Toninho, subitamente parou de falar: tinha engasgado com uma espinha de peixe. O que poderia ser corriqueiro, deixou de ser. A espinha entalou. A dona do restaurante veio com miolo de pão e o aconselhou a engolí-lo; o outro batia-lhe nas costas; ele tossia, e nada da espinha sair. O jantar foi abreviado e seu anfitrião resolveu levá-lo a um pronto socorro. O médico de plantão deu uma examinada e diagnosticou que nada podia fazer pois a espinha não estava na garganta, e sim, pouco abaixo. Nem doía tanto, mas não conseguia falar, pois logo que soltava a voz, tossia desesperadamente, engasgado com aquele objeto estranho ao corpo humano.
Sem solução possível, pelo adiantado da hora, voltou ao hotel. A irmã Gilda, que o acompanhava na viagem o aconselhou: “reze para que a espinha saia e durma”. Foi o que tentou fazer, mas a espinha não o deixava dormir. Passou a noite desperto e, quando o dia estava a raiar, vencido pelo cansaço, dormiu, por muito pouco tempo. No primeiro acesso de tosse, milagrosamente, seu corpo venceu a espinha. Pegou-a na mão. Nem era tão grande. Hoje, a espinha anda junto dele, na carteira, guardado num pequeno invólucro de plástico transparente. É o seu souvenir de Bali.
Fique com Toninho, em parceria com Arismar do Espírito Santo, craque polivalente, em Beijo Partido, interpretação instrumental contida no CD fora de catálogo Cape Horn.
Oi Guen,
ResponderExcluirObrigada pelo post e pelo recado!
O Toninho tem mesmo muitos "causos" a contar de muitas viagens e situações pela vida afora! Tudo muito interessante!
Beijos,
Maria Valéria.
bem localizada a história, Guen! estava lá, quando o Toninho contou a novela, com muito humor!!
ResponderExcluirCaso típico de Toninho Horta!! são muitos e ele é um ótimo contador de histórias! Vaçeu Guen, beijo!!
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