quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

The Boulevard of Broken Dreams

Esqueçam a versão da banda de rock Green Day de Boulevard of Broken Dreams. Por melhor que seja, nunca será tão boa quanto é a que foi composta em 1934 por Al Dubin (letras) e Harry Warren (música), para o filme Moulin Rouge, dirigido por Sidney Lanfield. Quem se apropriou do nome foram os do Green Day.

A música tem um sabor latino, algo entre um tango e um bolero, e, contraditoriamente, possui uma letra amarga (“Eu ando pela rua da amargura/ O bulevar dos sonhos desfeitos/ Onde gigolô e gigolete/ Podem levar um beijo sem arrependimentos/ E assim esquecerem dos seus sonhos desfeitos”). Não existem tantos registros dessa música, curiosamente.

Bennett, bem mais jovem; o nariz continua igual
A minha preferida é a de Tony Bennett. Bem, mas qual? Tony deve tê-la gravado umas três vezes. A primeira, de 1950, segue o ritmo da original (está disponibilizado abaixo). A de que gosto mesmo, é a que está no álbum que gravou com o pianista Ralph Sharon – Astoria: Portrait of an Artist (1990). Não é “esfuziante”, é mais uma balada, mais de acordo com a letra.

No disco All for You (1996), tributo de Diana Krall ao trio de Nat King Cole, está o segundo Boulevard, na minha classificação, friso (gosto não se discute, apenas se lamenta: não é o que dizem?). O que está disponibilizado abaixo é um pouco diferente da que consta no disco, mas é belíssima também.

Outra interpretação que vale a pena – até porque combina com ela –, é a de Marianne Faithfull. A de King Cole segue um pouco os tempos em que foi gravada: é “latinizada”, como a original. Como se vê pelo ano em que foi composta Boulevard, vê-se que a influência dos ritmos latinos e caribenhos é anterior à Segunda Guerra. Basta lembrarmos de Carmen Miranda.

Para complementar, Amy Winehouse andou cantando essa música nas apresentações que fez no Brasil; e não é a do Green Day. Ela tem bom gosto.


Constance Bennett em Moulin Rouge.




Com Nat King Cole:




Diana Krall canta. Preste atenção no guitarrista Russell Malone, antecessor de Anthony Wilson, e também no “caco” de The Peacocks, de Jimmie Rowles, no solo que faz ao piano.




Marianne Faithfull canta.




Tony Bennettt

Um comentário:

  1. Nossa Guen, fui seco achando que era sobre Green Day!!! Aprendi mais uma! Abçs, Felipe Goulart.

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