A música tem um sabor latino, algo entre um tango e um bolero, e, contraditoriamente, possui uma letra amarga (“Eu ando pela rua da amargura/ O bulevar dos sonhos desfeitos/ Onde gigolô e gigolete/ Podem levar um beijo sem arrependimentos/ E assim esquecerem dos seus sonhos desfeitos”). Não existem tantos registros dessa música, curiosamente.
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| Bennett, bem mais jovem; o nariz continua igual |
No disco All for You (1996), tributo de Diana Krall ao trio de Nat King Cole, está o segundo Boulevard, na minha classificação, friso (gosto não se discute, apenas se lamenta: não é o que dizem?). O que está disponibilizado abaixo é um pouco diferente da que consta no disco, mas é belíssima também.
Outra interpretação que vale a pena – até porque combina com ela –, é a de Marianne Faithfull. A de King Cole segue um pouco os tempos em que foi gravada: é “latinizada”, como a original. Como se vê pelo ano em que foi composta Boulevard, vê-se que a influência dos ritmos latinos e caribenhos é anterior à Segunda Guerra. Basta lembrarmos de Carmen Miranda.
Para complementar, Amy Winehouse andou cantando essa música nas apresentações que fez no Brasil; e não é a do Green Day. Ela tem bom gosto.
Constance Bennett em Moulin Rouge.
Com Nat King Cole:
Diana Krall canta. Preste atenção no guitarrista Russell Malone, antecessor de Anthony Wilson, e também no “caco” de The Peacocks, de Jimmie Rowles, no solo que faz ao piano.
Marianne Faithfull canta.
Tony Bennettt

Nossa Guen, fui seco achando que era sobre Green Day!!! Aprendi mais uma! Abçs, Felipe Goulart.
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