sexta-feira, 10 de setembro de 2010

The xx, vencedores do Mercury Prize 2010

A da esquerda, Baria Qureshi, não está mais na banda
Romy Madley Croft, do trio The xx, faz sons na guitarra que chegam a ser constrangedores de tão simplórios que são. Sua voz é contida e não tem nada de especial, assim como a de Oliver Sim, que toca baixo também. A banda fica completa com Jamie Smith. Um quarto componente, Baria Qureshi, saiu. Há controvérsias quanto a isso: ela diz ter saído “por exaustão”, o resto da banda alega “diferenças”.

Se o The xx é um trio, poderia ter colocado um “x” a mais. Que diferença faria mais um? Mas, voltando à “simploriedade”, é verdade, não há nada de excepcional e, ao mesmo tempo, essa pode ser a forma da “excepcionalidade” dessa banda indie e o fato de ter ganhado o Mercury Prize desbancando Paul Weller, que tem uma história invejável no rock britânico. Fundador do lendário The Jam, cérebro de The Style Council, e depois, chefe de si mesmo, assinando grandes álbuns como Stanley Road, Wild Wood e Heavy Soul, Weller merece qualquer prêmio que possa ser dado ou oferecido.

Se o “x”, nas aulas de matemática, é uma incógnita, é surpreendente que três músicos limitados resultem em uma banda de qualidade. E é. Hipnotiza. Letargicamente, passamos a gostar dela e de suas músicas. Bela banda que realizou um disco surpreendente em que um “x” é recortado no fundo preto e mostra o branco.

Experimente Infinity.



Nenhum comentário:

Postar um comentário