segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Johnny Marr: grande guitarrista!

Por onde anda Johnny Marr? Depois da dissolução do The Smiths, “dissolveu-se” também, formando o Electronic com o baixista Peter Hook, do New Order. E assim, foi pouco aparecendo, gravando em discos alheios. Como o mundo musical pode prescindir de um grande guitarrista como Marr? Uma das últimas bandas em que participou se chama Modest Mouse.

Cansei do rock. Em 1984 ouvia quase que exclusivamente jazz e música erudita. E como nunca fui de ouvir rádio, ficava completamente por fora das novas tendências – como continuo até hoje. Um dia, indo para a praia com minhas sobrinhas coloquei no CD player uma música do Outkast que tinha acabado de descobrir: Hey Ya! Para a minha surpresa, vi que pelo espelho retrovisor que as duas dançavam fazendo movimentos coreografados com os braços. Riram, e uma delas disse, “tio, faz uns dois anos que essa música faz sucesso nas rádios e na MTV.”

Surgiam novas bandas no início dos anos 1980: Siouxie & The Banshees, The Cure e Echo & The Bunnymen. Mesmo o Joy Division, que mais tarde se tornaria uma de minhas preferidas de todos os tempos, não conhecia.; aliás, conhecia, mas nunca tinha ouvido. Fui escutar só depois da morte de Ian Curtis. Mais do que todos os citados, os jornais  e outros veículos falavam muito de um tal The Smiths. De tanto ouvir falar, fui até o Museu do Disco, a melhor loja de discos importados à época, em São Paulo, e morri com uma bela grana comprando o lp deles. Foi um choque ouvir. Começava com uma música meio dolente chamada Reel Around the Fountain. Meio chata, achei. Quando cheguei em Hand in Glove, tinha ficado fã e totalmente impressionado com o som do guitarrista. Daí, voltei a comprar alguns dias de rock, inglês, principalmente.

Os comentários sobre Marr surgiram porque tenho ouvido uma coletânea com algumas faixas inéditas que saiu há alguns anos. Ouvi em dias próximos uma banda chamada The XX e o Our Love to Admire, do Interpol. São bons discos, mas – coincidência? – achei as guitarras tão fracas, sem energia, pouco criativas.

Ouçam uma amostra do que Johnny Marr faz com a guitarra em uma faixa menos conhecida dos Smiths: Money Changes Everything.

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