quarta-feira, 23 de junho de 2010

Um homem chamado Nomi

Fiquei curioso de ouvir If on a Winter's Night..., de Sting. Faz muito tempo que o compositor e baixista co-fundador do Police explora outras searas além do rock. Em seu segundo álbum solo, Bring on the Night, gravado ao vivo, a presença do saxofonista Branford Marsalis representava um flerte com o jazz. Mesmo no primeiro, Dream of the Blue Turtles, as músicas fugiam  de uma levada mais rock, o que significava que estava deixando o sucesso e a fórmula que deu tão certo com o Police. Nem sempre deu certo, mas a inquietude é uma boa qualidade, e nada como experimentar para a descoberta de novas vias e caminhos. Fora o DVD do show da “re-união” do Police, seus dois últimos CDs saíram por uma gravadora especializada em música erudita, a Deutsche Grammophon. Em 2006, lançou Songs from the Labyrinth, com canções de John Dowland, um dos grandes compositores clássicos britânicos. Tão importante quanto Dowland foi Henry Purcell, autor das óperas Dido e Eneas e The Fairy Queen. Ambos foram mestres da música vocal. No último CD, If on a Winter’s Night…, que saiu em DVD com uma apresentação na Durham Cathedral, apesar de ser um pouco frio, tem momentos de rara beleza. Bom,o repertório ajuda.

Um dos destaques é Cold Song, de Purcell. Mas convém lembrar que antes dele Klaus Nomi, um contratenor, que transitou entre o clássico e o popular, morto precocemente de AIDS, gravou a mesma música: é impactante. Se o leitor, porventura, assistiu ao filme A nous amours, dirigido pelo francês Maurice Pialat, deve lembrar dela. Passo os links dos dois registros. Comparem e opinem.

Klaus Nomi:


Sting: Cold Song

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