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| Alegria de Clayton-Thomas, ao lado de Louis Armstrong |
Tocando em algum canto de Nova York, foi ouvido por Judy Collins, a cantora que foi a primeira a gravar outro canadense, Leonard Cohen, em pouco tempo tornava-se membro do Blood, Sweat & Tears. Clive Davis, presidente da Columbia Records, quando o ouviu no Café Au Go-Go, definiu-o como “uma combinação perfeita de fogo e emoção.”
Em “Child Is Father of the Man”, álbum de estreia do Blood, Sweat & Tears, o protagonismo maior era de Al Kooper, que deixou a banda logo depois. À ideia de fundir o rock, o blues, o jazz e o pop, a entrada de um vocalista tão especial como Clayton-Thomas mudou a órbita da sonoridade da banda. No segundo álbum, lançado em 1969, intitulado “Blood, Sweat & Tears”, a tônica continuava nos arranjos de sopros e improvisos jazzísticos, e o repertório abarcava o erudito Erik Satie, passando por Billie Holiday, Laura Nyro e até o “Motown sound” de Barry Gordy, com a espetacular interpretação de “You Made Me Feel So Happy”. O sucesso foi tão grande que desbancaram, naquele ano “Abbey Road”, dos Beatles. Foram convidados para apresentarem-se no festival de Woodstock, e o cachê deles só foi inferior ao de Jimi Hendrix. Estavam com o prestígio lá em cima.
Em 1972, lançou “David Clayton-Thomas”, primeiro solo, pela CBS. Participou de VII Festival Internacional da Canção, no Rio de Janeiro, e ganhou o primeiro lugar, com “Nobody Calls Me a Prophet”. Seguiram-se “Tequila Sunrise” e “Harmony Junction”, de 1974. No ano seguinte, voltou ao BS&T. Entre idas e vindas, tanto ele como a banda foram perdendo protagonismo. Mas continua na ativa. A voz, se não tem o brilho de outrora, ainda dá um caldo.
Ouça alguns clássicos cantados por David Clayton-Thomas, no Blood Sweat & Tears.

Festival de Río 1972 fue un robo. El primer premio era de Nino Bravo.
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