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| Diana Panton, por Jose Crespo |
No post “O Canadá e suas cantoras”, cito Paul Anka, Michael Bublé, Sophie Milman (é russa naturalizada canadense), Holly Cole, Carol Welsman, Nikki Yanowsky (mais pop que jazz), Susie Arioli, Brigitte Zarie, Emilie-Claire Barlow, Elizabeth Shepherd (é a diferente) e Laila Biali. Não citei Diana Panton porque não a conhecia à época que o escrevi.
Depois de ouvir “I Believe in Little Things” (2015), que nem acho ser um grande disco, deixou-me impressionado a afinação e o belo registro da voz de Diana. A revista Downbeat deu 4 estrelas, o que o coloca no patamar dos excelentes. Foi ganhadora no Juno Awards, o Grammy canadense, e foi considerado o melhor álbum do ano na categoria “Children Records”. Acho que deve ser essa a razão por não gostar tanto: canções consideradas infanto-juvenis. “When You Wish Upon a Star”, de Leigh Harline e Ned Washington, canção do “Pinocchio”, é um standard, assim como a bela “Rainbow Connection”, dos “Muppets”, e outras temas menos conhecidos. É um álbum “fofo”, como alguns diriam.
Bom, mas sua bela voz foi o suficiente para que me interessasse em conhecer melhor a obra de Panton. Não são muitos: sete. O primeiro, “… Yesterday Perhaps”, é de 2005. Ao ouví-los – ou vê-los –, uma conclusão: ela é chegada em álbuns temáticos. Um deles é “To Brazil with Love” (2011), outro, “Christmas Kiss” (2102). Mesmo os restante têm títulos que sugerem o temático: os coloridos “If the Moon Turns Green…” (2007), “Pink” (2009), e “Red” (2013). Pelo repertório do lançado em 2007, fácil fazer as associações com o título: “How High the Moon”, “Quiet Nights of Quiet Stars”, “Moonlight Serenade”, “Moon River”, “Reaching for the Moon”, “So Many Stars”, e assim caminha a humanidade. Por coincidência ou porque brasileiros adoram uma noite estrelada e enluarada, duas delas constam na lista: Quiet Nights of Quiet Stars” (Tom Jobim) e “So Many Stars” (Sérgio Mendes).
Há uma unidade musical bem evidente, desde o primeiro ao último. Uma das razões deve ser a de que os músicos de base têm sido sempre os mesmos, de 2007 até agora: Don Thompson, nos teclados, contrabaixo e vibrafone, e Reg Schwager, na guitarra. A banda é acrescida de outros músicos vez ou outra, como o trompetista Giovanni Basso, o saxofonista Phil Dwyer, um quarteto de cordas, os brasileiros Maninho Costa e Silas Silva, em “To Brazil with Love”.
Naturalmente, o meu preferido é “To Brazil with Love”. Acho “If the Moon Turns Green” – o segundo na minha preferência – o de estreia e “Red” os melhores.
Ouça “Dreamer” (“Vivo Sonhando”).
Ouça “Manhã de Carnaval”, de Luiz Bonfá… em francês. Nunca tinha ouvido nessa língua.
De “If the Moon…”, “Fly Me to the Moon” é um destaque, com instrumentação precisa e delicada. Veja Diana, com Don Thompson ao piano e Reg Schagwer ao violão, em ritmo bossa nova.

Descobri a cantora recentemente. Também gostei muito de To Brazil With Love. Virei fã de Diana Panton, seguramente. Bom saber que tem gente divulgando sua obra musical. Parabéns.
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