O sucesso foi instantâneo, desde o primeiro álbum, lançado com boa estrutura de divulgação. Seus ouvintes sentiram as dores que a perseguiam e até hoje persistem em razão das sequelas do acidente. A vida deve ter ficado bem melhor para Melody. E também deve ter achado que havia mais além de lamentar da própria desgraça. Almejou outros universos a explorar. The Absence (Verve 2012) incorpora elementos assimilados nas viagens em que conheceu Marrocos, as ruas de Lisboa, as praias brasileiras e o tango ouvido em casas de Buenos Aires. Pesa também a exploração por esses mundos a produção de Heitor Pereira, conhecido também como Heitor P. Não é à toa que uma das faixas se chame Iemenjá.
No álbum mais recente, Currency of a Man, o foco é mais em cima de gêneros tipicamente americanos, da década de 1970. A produção é do mago das cantoras e cantores: Larry Klein é mestre em captar as potencialidades de quem os contrata e tem o dom de rechear suas vozes em instrumentações elegantes. O álbum foge um pouco do que os fãs esperavam de Gardot, o que, de maneira nenhuma, quer dizer que não seja bom. Mas, tem esse porém; é inferior aos anteriores.
Currency of a Man
Don’t Misunderstood abre com vocalise de Melody que parece um daqueles lamentos de blues, sobre um fundo de Hammond, percussões e lampejos de cordas. A música é atmosférica, lenta, meio preguiçosa, um tanto diferente do que se conhece dela. Mas não decepciona.
Don’t Talk segue na mesma toada, com uma introdução de cordas, e uma bela intervenção da guitarra que faz toda a diferença. Parece mais uma continuação da faixa de abertura. O mais do mesmo continua com It Gonna Come. A diferença mesmo está no belo arranjo, com uma marcação ritmica destacada de notas de baixo elétrico e o saxofone barítono.
Don’t Talk segue na mesma toada, com uma introdução de cordas, e uma bela intervenção da guitarra que faz toda a diferença. Parece mais uma continuação da faixa de abertura. O mais do mesmo continua com It Gonna Come. A diferença mesmo está no belo arranjo, com uma marcação ritmica destacada de notas de baixo elétrico e o saxofone barítono.
Nas três citadas, há um delicioso clima de sons da década de 1970, reforçada pelas cordas que surgem em breves intervalos, com riffs de sopros. Como gancho dessa época, Bad News lembra um pouco aquele instrumental meio bizarro Tom Waits. Same to You, que sucede ao breve Palmas de Rua – nome em português mesmo –, segue a receita das faixas anteriores, com ecos de gospel, funk e o pop antigo.
Ouça Same to You.
A Melody Gardot “escura”, que conhecemos dos álbuns Worrisome Heart e My One and Only Thrill, está presente na soturna No Man’s Prize. Ela é perfeita nas torch songs. A partir desta, resolve ser a Melody que vê o mundo através dos óculos que a protegem da luz. A exceção é a vigorosa Preacherman.
Veja. É a melhor das que Gardot é mais “solar”.
Bem Melody é If I Ever I Recall Your Face. Maravilhosa.
Infelizmente, o YouTube tem bloqueado o que é disponibilizado de intérpretes contratados de gravadoras maiores, fora o que é oficial, como os clipes promocionais. É uma pena, senão teria colocado as três últimas, todas muito lindas: Once I Was Loved, After the Rain e, principalmente, Buying My Troubles. Mas é possível ouvir trechos delas aqui. Boa audição.
Ouça Same to You.
A Melody Gardot “escura”, que conhecemos dos álbuns Worrisome Heart e My One and Only Thrill, está presente na soturna No Man’s Prize. Ela é perfeita nas torch songs. A partir desta, resolve ser a Melody que vê o mundo através dos óculos que a protegem da luz. A exceção é a vigorosa Preacherman.
Veja. É a melhor das que Gardot é mais “solar”.
Bem Melody é If I Ever I Recall Your Face. Maravilhosa.
Infelizmente, o YouTube tem bloqueado o que é disponibilizado de intérpretes contratados de gravadoras maiores, fora o que é oficial, como os clipes promocionais. É uma pena, senão teria colocado as três últimas, todas muito lindas: Once I Was Loved, After the Rain e, principalmente, Buying My Troubles. Mas é possível ouvir trechos delas aqui. Boa audição.

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