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| André de Ridder, Richter e Daniel Hope, unidos por Vivaldi |
Vivaldi, deprimido e endividado, nunca imaginaria que suas peças tornariam-se tão populares e por tanto tempo. Se royalties pudessem ser enviados post mortem e usufruídos no paraíso ou no inferno, ótimo. O fato de ter sido padre, certamente, não deve ter sido garantia para a abertura das portas do céu.
O fato de Max Richter ter menos de 50 anos é uma boa pista para o tipo de música que compõe. Percebem-se influências dos mais velhos minimalistas como Philip Glass e Steve Reich e neoclássicos como Arvo Pärt e até da “ambient music” de Brian Eno.
A releitura que faz das Quatro Estações no álbum intitulado Recomposed by Max Richter, lançado em abril pelo selo Deutsche Grammophon é Vivaldi que passou por esses compositores incorporando elementos da linguagem tonal contemporânea.
O compositor. O nome de Max Richter pode não ser muito conhecido, até pelo público amante da música erudita. É, no entanto, autor de trilhas de filmes visto por milhares de pessoas, como Valsa para Bashir, de Ari Folman, e A Chave de Sarah, de Gilles Paquet-Brenner. Tendo como referência dois álbuns de Richter lançados pela Deutsche Grammophon – Songs from Before (2006) e 24 Postcards in Full Colour (2008) –, percebe-se a sua preferência por sons climáticos, bem apropriados para o cinema. As Quatro Estações não foram compostas para algum filme, evidentemente, mas funcionam muito bem para esse propósito. Essa é uma das razões do tremendo acerto na “recomposição” empreendida por Max Richter. Um dos destaques é Summer 3 pela energia e maestria do violinista Daniel Hope.
Confira.
Veja a íntegra de Vivaldi Recomposed by Max Richter, com o próprio nos teclados eletrônicos, Daniel Hope e orquestra.

Maravilhoso, indescritível,tocou o "eu" mais profundo...
ResponderExcluirSem palavras p descrever esta obra ...
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