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| Morgana King como Carmen Corleone |
Tristão morreu tragicamente, atropelado em uma cidade tão pequena em que poucos seres vivos tiveram esse fim. Do pouco que sei, associo o nome Morgana às lendas do rei Arthur. Quem leu ou assistiu às aventuras de Harry Porter sabe do que se trata.
Maria Grazia Morgana virou Morgana King, quando resolveu seguir a carreira artística. Nasceu em 1930 e, menos pelos dotes vocais, ficou mais conhecida como Carmen, mulher do mafioso Don Corleone em O Poderoso Chefão, em 1969. Na Encyclopedia of Jazz, de Leonard Feather, lançada em 1960, Morgana afirma que ambicionava ser atriz dramática. E quis o destino que assim também ficasse conhecida. Foi vista por mais pessoas que todas as que a viram ou a ouviram em discos e shows.
Curiosamente, a melhor definição para o seu jeito de cantar é essa mesma: dramática. Morgana imprime certa teatralidade nos versos cantados. É o que se percebe desde seus álbuns iniciais e se intensifica com o passar dos anos. Alguns podem se incomodar com esse jeito de cantar. Bem, mas Cauby Peixoto também é assim e muitos gostam.
Antes de se celebrizar como Carmen Corleone, Morgana tinha lançado bons discos, como Morgana Sings the Blues (Mercury, 1956), For You, For Me, Forever More (EmArcy, 1956) e The Greatest Song Ever Swung (Camden, 1959).
Ouça Mad About the Boy, de Morgana King Sings the Blues.
Uma das evidências de que era respeitada no meio artístico foi o convite de Frank Sinatra para gravar no selo Reprise. Quando já estava com mais idade, ainda lançou cerca de uma dezena de discos pela igualmente respeitada Muse Records.
Em 1964, lançou A Taste of Honey, um de seus maiores sucessos. Sua interpretação da música título é realmente muito boa.
Ouça A Taste of Honey. Se você quiser ouvir outras interpretações, leia o texto sobre Bobby Scott, o compositor, em http://bit.ly/1qHFodk. Até os Beatles, em início de carreira, gravaram a música.
Mais ou menos na época em que O Poderoso Chefão foi lançado, já sessentona, sai pela Muse Records I Can’t Stop Loving You. A interpretação algo dramática tinha se tornado mais dramática, talvez, um pouco exagerada.
Ouça A Song for You.
Veja Morgana King cantando I Love Paris e Meditation.

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