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| Uma das capas de Duets, com Doris Day e Previn |
Paul McCartney, George Harrison, John Lennon e Ringo Starr entraram na onda orientalista e foram para a índia. Mia e a irmã Prudence foram na mesma época. Pois, Prudence de Dear Prudence, do álbum branco, é irmã. Eles a conheceram lá.
Em 1970, casou-se pela segunda vez. Teve melhor sorte. Com pianista e maestro Andre Previn tiveram filhos biológicos e, bem antes de Angelina Jolie ou Madonna, supriu seu lado maternal e humantário adotando duas vietnamitas (Lark Song e Summer "Daisy" Song) e a coreana Soon-Yi. Quase dez anos depois o casamento terminou. O terceiro marido foi Woody Allen. Não deu sorte. O fim do casamento foi manchete no mundo todo e qualquer terráqueo sabe por que. Mia, atualmente, tem 13 filhos. Seriam 14 se Lark ainda estivesse viva.
Apesar de Andre Previn ser mais conhecido como maestro, tem vários discos gravados pelo selo Contemporary como pianista. Além de álbuns instrumentais, acompanhou Doris Day e Dinah Shore. Como maestro, sucedeu John Barbirolli na Houston Symphony Orchestra e foi titular nas orquestras de Los Angeles, Pittisburg e da Royal Philarmonic Orchestra de London.
Em Saudades do Século 20, um dos perfilados por Ruy Castro é Doris Day. É um dos 13. Day está ao lado de Billie Holiday, Anita O’Day, Frank Sinatra – para citar os cantores –, Orson Welles, Billy Wilder e outros. Não é pouco. Doris é um caso peculiar. Estigmatizada por seus filmes água com açúcar, em que tinha como partner, na maioria deles, o bonitão Rock Hudson, até hoje, à simples citação de seu nome, muitos torcem seus narizes. Graças a esses filmes ficou conhecida como a “virgem oficial do cinema”. “O que você queria, se ela tinha Rock Hudson como galã?”, observa Ruy Castro, em referência à homossexualidade que Hollywood e ele tentaram esconder a todo custo, até que não foi mais possível porque morreu de AIDS. Quando veio ao Brasil, andaram dizendo que estava namorando Ilka Soares. Pura armação. Ilka foi paga para aparecer do seu lado.
Uma das lembranças mais comuns quando o nome de Doris Day entra na conversa é a cena em que canta Que Sera, Sera? (Whatever Will Be), em O Homem Que Sabia Demais (1956), de Alfred Hitchcock. Para quem não se lembra, dr. Benjamin McKenna (James Stewart), a mulher (Doris Day) e o filho passam férias em Marrocos. Ele entra de gaiato em uma história de espionagem (um agente secreto, antes de morrer, conta-lhe que um diplomata vai ser morto). Para que a trama não seja revelada, sequestram o filho. Uma das cenas cruciais é a de uma recepção em uma embaixada onde o casal crê estar o menino. Doris então canta Que Sera, Sera?, e assim descobre-se que estava lá. Doris, não gostou da música e não queria cantá-la. Não adiantou: valeu a palavra de Hitchcock.
Doris gravou bastante, o que é desconhecido para muitos. Anos atrás a alemã Bear Family Records lançou quatro caixas totalizando 24 CDs. É item de colecionador. Daí é possível se perceber a importância de Doris como cantora e não apenas como atriz.
Como Mia Farrow, Doris não foi muito feliz nos casamentos. Ao contrário da propaganda hollywoodiana, Doris não era mais virgem desde os dezessete anos. Com essa idade já cantava na orquestra de Les Brown. Parou depois que se casou com um músico chamado Jorden. Levou surras memoráveis. Uma vez reclamou com o sogro e este disse que se ele fazia isso é porque tinha lá suas razões. Do casamento nasceu Terry, que, no futuro, lhe traria dissabores.
Teimosa, casou de novo com um músico. Ficou menos tempo do que com Jorden. Iria se apaixonar depois por um agente de atores chamado Marty Melcher. Era um caça-dotes. Ficou dezessete anos com ele. Quando ficou viúva, descobriu que não tinha um tostão. E olhe que tinha ganhado um bom dinheiro com os royalties das músicas e com os filmes que fizera. Como desgraça pouca é bobagem, seu filho Terry havia conhecido Charles Manson, aquele que, com seu grupo, assassinou barbaramente Sharon Tate, grávida de oito meses do marido Roman Polanski, por coincidência, diretor de O Bebê de Rosemary, filme que revelou Mia Farrow como boa atriz. Terry acabou envolvido porque uma das seguidoras de Manson dissera que foram à casa de Cielo Drive para matá-lo em razão de não ter gravado um disco com Manson. Terry era produtor e Mason tinha algumas pretensões musicais. A relação resumiu-se a isso. Mas a encrenca estava armada. A casa da Cielo Drive, que Tate e Polansky habitavam antes tinha sido de Terry e Candice Bergen, sua namorada na época.
Em 1962, quando Duet foi lançado, Doris, de longe, deixara de ser virgem. Tinha cara de garotinha, mas estava prestes a chegar nos 40. O pianista de origem judaica e havia emigrado da Alemanha depois que Hitler tomou o poder não era um Art Tatum ou um Oscar Peterson, seus ídolos, mas gravou muitos discos tendo como parceiros musicais Ray Brown, Shelly Manne e Benny Carter. Duet não é exatamente um álbum apenas com Doris cantando e Previn acompanhando-a. Em algumas faixas Red Mitchell toca contrabaixo e Frank Capp, bateria. É um belo disco. E se você estiver com “aquela” pessoa do teu lado, fica melhor ainda.
Como Mia Farrow, Doris não foi muito feliz nos casamentos. Ao contrário da propaganda hollywoodiana, Doris não era mais virgem desde os dezessete anos. Com essa idade já cantava na orquestra de Les Brown. Parou depois que se casou com um músico chamado Jorden. Levou surras memoráveis. Uma vez reclamou com o sogro e este disse que se ele fazia isso é porque tinha lá suas razões. Do casamento nasceu Terry, que, no futuro, lhe traria dissabores.
Teimosa, casou de novo com um músico. Ficou menos tempo do que com Jorden. Iria se apaixonar depois por um agente de atores chamado Marty Melcher. Era um caça-dotes. Ficou dezessete anos com ele. Quando ficou viúva, descobriu que não tinha um tostão. E olhe que tinha ganhado um bom dinheiro com os royalties das músicas e com os filmes que fizera. Como desgraça pouca é bobagem, seu filho Terry havia conhecido Charles Manson, aquele que, com seu grupo, assassinou barbaramente Sharon Tate, grávida de oito meses do marido Roman Polanski, por coincidência, diretor de O Bebê de Rosemary, filme que revelou Mia Farrow como boa atriz. Terry acabou envolvido porque uma das seguidoras de Manson dissera que foram à casa de Cielo Drive para matá-lo em razão de não ter gravado um disco com Manson. Terry era produtor e Mason tinha algumas pretensões musicais. A relação resumiu-se a isso. Mas a encrenca estava armada. A casa da Cielo Drive, que Tate e Polansky habitavam antes tinha sido de Terry e Candice Bergen, sua namorada na época.
Em 1962, quando Duet foi lançado, Doris, de longe, deixara de ser virgem. Tinha cara de garotinha, mas estava prestes a chegar nos 40. O pianista de origem judaica e havia emigrado da Alemanha depois que Hitler tomou o poder não era um Art Tatum ou um Oscar Peterson, seus ídolos, mas gravou muitos discos tendo como parceiros musicais Ray Brown, Shelly Manne e Benny Carter. Duet não é exatamente um álbum apenas com Doris cantando e Previn acompanhando-a. Em algumas faixas Red Mitchell toca contrabaixo e Frank Capp, bateria. É um belo disco. E se você estiver com “aquela” pessoa do teu lado, fica melhor ainda.
Ouça Falling in Love Again.
Outro clássico do cancioneiro americano: Close Your Eyes.

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