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| O agora Sananda Maitreya |
Sananda nasceu Terence Trent Howard. “Matou” o pai Howard, ao escolher como nome artístico o Arby da mãe, acrescentando o “nobre” “d” seguido de apóstrofe. Em 1987, lançou Introducing the Hardline According to Terence Trent D’Arby, título bem pomposo para uma estreia. Estourou com Wishing Well.
Ouça Wishing Well.
Aparentemente, a Columbia, hoje Sony Music, pretendia “vendê-lo” como um novo Prince. A capa de Terence Trent D’Arby’s Neither Fish Nor Flash (1989) tinha um “quê” na imagem bem fechada nas mãos e no olhar penetrante. Em Vibrator (cortou os cabelos, deixando-os bem curtos e louro) foi fotografado mostrando o físico musculoso (chegou a pensar em ser boxeador) tendo uma asa de anjo nas costas, além de na contracapa estampar um logotipo muito bonito com as inicias “TTD”, com o formato de duas asas abertas e, no topo, um olho e cílios como se fossem chamas. Lembra um pouco aquele símbolo com o qual Prince queria ser “chamado” e não mais, simplesmente, “Prince”. Em termos de esquisitices, os dois podem competir.
Introducing … chegou ao 4º lugar nas paradas americanas, ganhou dois discos de platina. Na Inglaterra ficou em 1º, recebendo 5 discos de platina. Foi um daqueles começos excepcionais. Já com Neither Fish Nor Flash chegou apenas à colocação 61, nos EUA, e 12º na Inglaterra. Queda vertiginosa.
D’Arby foi uma das atrações do Hollywood Rock (era uma marca de cigarros; não se referia à meca do cinema), edição 1990. Tinha curiosidade de vê-lo no palco. Ficou uma impressão estranha. Sua voz, que só negros possuem, meio rouca, foi o chamariz para a minha curiosidade, e tinha gostado bastante de seu álbum de estréia. Rosto delicado, quase feminino, e olhos claros, mise-en-scène impecável no palco, físico moldado em academias de boxe, D’Arby era uma figura que chamava a atenção. Faltou, no entanto, aquela liga com o público. Passou uma imagem um tanto enigmática, distanciada.
Talvez esse enigma tenha se resolvido com a mudança de identidade. Era como se a imagem que o mercado queria vender não combinasse com sua persona. Desligou-se das “majors”, passou a gravar em selo próprio, mudou de nome depois. Não existe mais um marketing de vendas. Quem quiser que compre sua música no site dele. Depois de mudar-se para a Europa, passando pela Alemanha, país onde servira quando estava no exército americano, hoje reside em Milão, casado com uma italiana. Na entrevista para a Keyboard Recording afirma: “A minha personagem não foi criada pela indústria do disco. Foi criada por mim e por Deus.” Terence Trent D’Arby morreu e Sananda Maitreya está bem vivo. Acabou de lançar Return to Zooathalon. Lá está o velho D’Arby…, perdão, ele morreu; lá está Sananda. A voz continua a mesma: ótima. O álbum é desigual, com altos e baixos. Foi sempre assim; até nos três primeiros, os melhores de sua carreira.
Ouça Hurricane Me & You.

Esse cara, esse som, fez parte da minha adolescência! Não sei o q os anos 80 fizeram com as pessoas, mas não é o primeiro artista q vejo mudando de identidade, indo lá pras bandas da Índia! De qquer forma, TTD ainda é, na minha opinião, um dos melhores dessa década!
ResponderExcluirCara foi a reportagem mais justa que li sobre Sananda, vc foi direto e reto sem ser injusto .
ResponderExcluirAmo as músicas de TTD mas compreendo a decisão de Sananda...continuo super fã, embora ele mudou muito nos palcos...acho que ele é mais ele , vejo sinceridade em suas apresentações .
Sou fã e depois da decisão dele em sair fora da indústria da música fiquei mais fã ainda.
Esse mercado e cheio de artistas superficiais e bipolares.
Tá certo Sananda Maitreya
Eu também admiro o artista Terence Trent D'arby ou Sananda Maytreia, e muito difícil encontrar reportagens, entrevistas entre outros matérias desse grande artista aqui no Brasil, aliás parece que são muito poucos os brasileiros que conhecem Terence/Sananda pois venho acompanhando seus trabalhos antigos e atuais é me impressiono com sua voz,dança e criatividade e um artista que merece mais notoriedade pelo seu talento genuíno.
ExcluirTambém admiro Terence Trent D'arby atualmente Sananda Maitreya que na minha opinião e um dos melhores músicos da década de 80 é atualmente,merecia mais notoriedade pois,possui uma voz inconfundível um jeito de dançar semelhante à de James Brown simplesmente um artista genuíno.
ExcluirE difícil encontrar mais reportagens, entrevistas e performances da década de 80 e 90 completa.
Com certeza esse som, e quase todo o álbum foi muito bem feito, com enfase também para Sign Your Name, saudade dos anos 80/90.
ResponderExcluirMaravihoso com qualquer identidade.
ResponderExcluirBoa noite a todos , na arte e na vida a mudança é inevitável.
ResponderExcluirBoa Noite a todos , na arte e na vida a mudança é inevitável !
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