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| O “brasiliano” Bollani |
Em algum lugar, “bestando” pela internet, descobri que havia o DVD Carioca, de Bollani. Como conhecia o CD, com o mesmo nome, saí à procura. Acabei, casualmente, encontrando na Livraria da Vila. O programa é um pouco diferente ao do CD pois foi tirado de uma apresentação no Festival di Villa Arconatti, em 28 de julho de 2009. Os músicos são os mesmos: os brasileiros Marco Pereira (violão), Jorge Helder (baixo), Jurim Moreira (bateria), Armando Marçal (percussão) e Zé Nogueira (sax soprano). Os “estrangeiros” são o clarinetista Nico Gori e Mirko Guerrini no sax tenor, músicos que gravam sempre com ele.
O CD é de 2008 e o DVD é do ano seguinte. Luz Negra, Segura Ele, Caprichos do Destino, Na Baixa do Sapateiro, Trem das Onze, Tico Tico no Fubá, Ao Romper da Aurora, Choro Sim, Apanhei-te Cavaquinho e A Voz do Morro estão nas duas versões. No CD temos 16 músicas. Duas participações valorizam o disco: Zé Renato, em Hora da Razão, e Monica Salmaso, em Folhas Secas.
Bollani é um tipo extrovertido, como grande parte dos músicos italianos. Lembro de uma apresentação de seu “xará”, um terceiro Stefano, este, de Battista, bom saxofonista alto, em que conseguiu fazer a plateia acompanhá-lo em Mack The Knife, de Kurt Weill, no Auditório Ibirapuera, SP. O trompetista Enrico Rava, com quem habitualmente Bollani toca, também: é falante e gosta de interagir com o público. A exceção, pelo menos, da vez que o (ou)vi, é o também trompetista Paolo Fresu.
Bollani é um tipo extrovertido, como grande parte dos músicos italianos. Lembro de uma apresentação de seu “xará”, um terceiro Stefano, este, de Battista, bom saxofonista alto, em que conseguiu fazer a plateia acompanhá-lo em Mack The Knife, de Kurt Weill, no Auditório Ibirapuera, SP. O trompetista Enrico Rava, com quem habitualmente Bollani toca, também: é falante e gosta de interagir com o público. A exceção, pelo menos, da vez que o (ou)vi, é o também trompetista Paolo Fresu.
Além de Carioca, Stefano gravou outro CD “brasileiro” – Falando de Amor (Venus Records, 2003) –, dedicado a Tom Jobim. Seu amor pela música brasileira não se restringe aos dois álbuns: Dom de Iludir e Brigas Nunca Mais fazem parte de Stone in the Water (ECM, 2009).
Ouça seu belíssimo Retrato em Branco e Preto, do álbum Falando de Amor. Bollani gravou Retrato novamente em The Third Man (ECM, 2007), com Enrico Rava.
Veja Bollani cantando Trem das Onze, do paulista Adoniran Barbosa e diga se ele não adora o Brasil.

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