É a história de um caminhoneiro que ganha um trocado a mais atravessando, ilegalmente, pessoas do Paraguai para a Argentina. A “clandestina” da vez é uma jovem e o bebê de colo. O filme se passa quase todo na cabine do caminhão. Decorrido um tempo, resolvi assistir ao filme de olhos fechados – é ruim, hein? –, prestando atenção apenas no diálogo, assim mesmo, de poucas trocas de palavras. É aquela moda de fazer filmes estradeiros, “secos”, minimalistas; e para concluir, uma mensagem: até num homem duro bate um coração.
Veja o trailer de Las Acacias:
Blowfish. Essa palavra é a tradução em inglês para o nosso conhecido baiacu. Não sabia que existem vários tipos, e que vivem bem em aquários e se adaptam em água doce ou salgada. Vivendo e aprendendo… e vendo filmes e mais filmes. Na minha sessão, o diretor Chi Yuarn Lee ficou para conversar com o público após o término dela. Essa produção de Taiwan, portanto àparte dos chineses continentais, conta a história de uma atendente de lojas de departamento que resolve abandonar o namorado, depois de flagrá-lo com outra no dia em que trocara a folga com uma amiga de trabalho. Pela internet vende o belo baiacu que o namorado tinha pescado e resolve entregá-lo pessoalmente. O comprador é um professor de beisebol de cara tristonha – sua bela mulher (estilo putinha) o deixara por um motorista de caminhão.
Entre eles inicia-se uma relação estranha. Ela se oferece a ele, que recusa seu beijo e a possui por trás (pelo jeito, é o modo como consegue “encarar” as mulheres depois de ter sido abandonado). A moça, não apenas aceita a relação de subserviência, como a assume vestindo-se com as roupas da outra e continua a ser possuída por trás, sem “olho no olho”. Paulatinamente, a relação se modifica. Bom, não vou contar o filme todo. É interessante, esquecível, porém. Não deixa de ser uma boa história de amor; e pensar que tudo começa por causa de um baiacu.
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